Leia abaixo: As drogas mais perigosas da atualidade (inclusive remédios)
Casos de H1N1 crescem entre adultos mas vacina contra
gripe previne a infecção
Dados
do Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira
(1/6), mostram aumento no número de casos de gripe em adultos. As ocorrências
estão associadas à influenza A, sendo
a maioria por H1N1, vírus que pode ser combatido pela vacina contra a gripe. A
análise considera registros até o dia 22 de maio. Apenas 40% do público-alvo
tomou a vacina contra a gripe no país.
O coordenador do Infogripe, Marcelo Gomes, avalia que é significativo o crescimento de diagnósticos de gripe e, por outro lado, a queda de casos de covid-19, na mesma faixa etária. "Nas últimas quatro semanas, essa atualização mais recente, 31% dos casos na população a partir de 15 anos estão associados ao influenza A", disse.
Crianças
Já em relação às crianças, Marcelo Gomes destaca o crescimento também importante de novos casos semanais e de internações por Vírus Sincicial Respiratório, que vem se mantendo desde o mês de abril. "Em diversos estados do país, a gente vem mantendo o ritmo de aumento no número de internações no público infantil até quatro anos de idade, especialmente nas crianças até dois anos", explicou.
Das 27 unidades federativas, 19 apresentam tendência de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Entre as capitais, o número chega a 14.
Campanha contra
gripe
Apenas 40% do público-alvo tomou a vacina contra a gripe no país. Em função da baixa procura, a Campanha Nacional de Vacinação, que oficialmente terminaria na quarta-feira (31), foi prorrogada em sete estados, entre eles Rio de Janeiro e São Paulo.
Todas as pessoas com mais de seis meses de idade podem ser imunizadas contra a influenza.
Gripe (influenza): sintomas, quanto dura, remédio e como evitar
Embora os casos de gripes sejam mais frequentes no outono e inverno, a transmissão do vírus pode ocorrer em qualquer época do ano. Por isso, é preciso se cuidar e se prevenir. Quais os sintomas da gripe? Que remédio ajuda a aliviar? Quando devo me preocupar e procurar um médico?
Gripe: sintomas,
remédio, o que é bom e mais.
O que é gripe?
É uma doença viral aguda transmissível que afeta o trato respiratório superior e inferior causada pelo vírus influenza. A primeira pandemia de gripe que realmente entrou para a história ocorreu há 100 anos. Estima-se que a chamada "gripe espanhola" tenha causado 50 milhões de mortes entre 1918 e 1919. Apesar de ter se iniciado na Europa, chegou a afetar um terço da população mundial, inclusive o Brasil. Mas a doença é bem mais antiga que isso.
A palavra "influenza", usada ainda hoje para nomear os vírus que provocam esse tipo de infecção nas vias respiratórias, era utilizada na Idade Média para qualquer tipo de epidemia. Segundo um estudo publicado no periódico Emerging Infectious Diseases, a origem do nome tem a ver com a crença, na época, de que as doenças que afetavam a humanidade de vez em quando eram influenciadas pelos astros. No século 18, os italianos já falavam de uma influenza di catarro que se espalhou pela Europa.
Após a gripe espanhola, provocada pelo vírus influenza A (H1N1), outras pandemias entraram para a história, como a gripe asiática (1957), causada pelo A (H2N2), a de Hong Kong (1968), gerada pelo A (H3N2), e a mais recente, de 2009, quando uma variação do vírus H1N1 levou à morte entre 151 e 575 mil pessoas em todo o mundo, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos Estados Unidos.
Quais os
principais sintomas da gripe?
Os sinais e sintomas da gripe em casos leves incluem:
1. Tosse
2. Febre e calafrios
3. Coriza
4. Dor de garganta
5. Dor de cabeça
6. Dor atrás dos olhos ou sensibilidade ocular
7. Dor muscular
8. Fadiga
9. Diarreia e vômito (às vezes, a depender da gravidade)
Na criança, a temperatura pode atingir níveis mais altos, sendo comum o aumento dos linfonodos cervicais e podem fazer parte os quadros de bronquite ou bronquiolite, além de sintomas gastrointestinais. Os idosos quase sempre se apresentam febris, geralmente sem outros sintomas.
Quanto
tempo a gripe pode durar?
Em média, a gripe dura cerca de uma semana. Casos mais graves podem durar mais tempo, geralmente de 7 a 10 dias.
O período de incubação da gripe —ou seja, quanto tempo a pessoa leva para desenvolver sintomas após ter contato com o vírus — varia de um a quatro dias. Os sintomas da gripe, ou "síndrome gripal", têm início súbito. A febre é o mais importante deles, e costuma durar cerca de três dias.
Nas crianças, a temperatura alta pode acompanhar sintomas gastrointestinais, bronquite ou bronquiolite. Depois que a febre começa a ceder, os sintomas respiratórios ficam mais evidentes e se mantêm por outros três ou quatro dias. Ao todo, a doença dura cerca de uma semana, apesar de o cansaço poder se estender um pouco mais. Nas crianças e nos pacientes imunocomprometidos o quadro é mais arrastado, podendo durar 10 dias ou mais de 14, respectivamente.
O que é bom para aliviar a gripe?
O tratamento para alívio da gripe envolve medicamentos sintomáticos (antitérmicos e analgésicos), hidratação oral (ingerir bastante água ao longo do dia) e repouso.
Quais os
principais remédios para gripe?
O principal medicamento contra o vírus Influenza no Brasil é o oseltamivir, que deve ter indicação médica e apresenta boa eficácia quando administrado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. Há também outros antivirais, analgésicos e descongestionantes, mas qualquer remédio deve ser sempre usado apenas após recomendação médica.
Qual a diferença
entre gripe e resfriado?
No início do quadro, pode ser difícil diferenciar os sintomas da gripe (que é causada pelo vírus influenza) e resfriados (causado por inúmeros outros vírus). Em ambos os casos pode-se observar a presença de dor de garganta, tosse, espirros e secreção (constipação) nasal.
No entanto, chama atenção para o diagnóstico da gripe a instalação súbita e simultânea de todos esses sintomas, associados à presença de febre (geralmente alta, enquanto nos resfriados dificilmente se observa elevação da temperatura corpórea), calafrios, somados a dores nos músculos e articulações, cefaleia intensa (dor de cabeça), tosse, náuseas, vômitos e diarreia, esses últimos observados especialmente em crianças.
Como é feito o
diagnóstico da gripe?
A suspeita do diagnóstico de influenza pode ser feita clinicamente. No caso do diagnóstico definitivo, ele é feito através do achado do vírus influenza em secreções de nariz e/ou garganta por meio dos testes laboratoriais, como a detecção rápida de antígeno e o teste de PCR em tempo real.
Como é a
transmissão da gripe?
A transmissão direta de pessoa para pessoa ocorre por meio de gotículas expelidas pelo indivíduo infectado com o vírus ao falar, espirrar ou tossir. Também há evidências de transmissão de modo indireto, através do contato das mãos com superfícies que contenham secreções de pessoas doentes — as mãos sujas podem levar o vírus para as mucosas — boca, nariz e olhos — ou infectar outras superfícies, como maçanetas.
A eficiência da transmissão por essas vias depende da carga viral, contaminantes por fatores ambientais, como umidade e temperatura, e do tempo transcorrido entre a contaminação e o contato com a superfície contaminada.
Quais os tipos
de gripe?
Só existe um tipo de gripe, causada pelo vírus Influenza, que pode ser dividido em quatro grupos: A, B, C e D. O vírus Influenza tipo A é o principal causador de surtos e epidemias. A denominação dos tipos de vírus Influenza A é feita por meio de dois marcadores de superfície do vírus: a hemaglutinina (H) e a neuraminidase (N).
Daí termos as denominações: A H1N1, A H3N2 etc. No fim de 2021, a cepa mais isolada em algumas capitais brasileiras, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo, e Salvador, é a A H3N2 da variante Darwin, isolada inicialmente na cidade de Darwin, na Austrália.
O tipo B infecta exclusivamente os seres humanos. O tipo C infecta humanos e suínos — é detectado com menos frequência, geralmente causa infecções leves, apresentando implicações menos significativa à saúde pública, não estando relacionado com epidemias.
Em 2011 um novo tipo de vírus da gripe foi identificado, o vírus influenza D, o qual foi isolado ,nos Estados Unidos, em suínos e bovinos e não são conhecidos por infectar ou causar a doença em humanos até o momento.
Há diferenças
entre os subtipos?
"Após a pandemia de 2009, os brasileiros começaram a ter uma noção maior do que é influenza, uma cultura que já existia no Hemisfério Norte", comenta Nancy Bellei, professora de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Assim, hoje é comum as pessoas falarem em "gripe H1N1" ou "gripe H3N2".
É muito difícil diferenciar os subtipos de gripe pelos sintomas. As diferenças dependem mais de questões individuais —se você observar várias pessoas com o mesmo vírus, cada uma reage de uma forma. Porém, quando se observa o impacto dos diferentes subtipos nas populações, é comum se observar algumas diferenças.
Nancy afirma que o H3N2, por exemplo, parece causar mais mortes em idosos. "E alguns estudos com pacientes hospitalizados mostraram que o H1N1 causa uma falta de ar mais precoce que o H3N2", acrescenta. O pediatra Renato Kfouri, que preside o departamento científico de imunizações na Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), acrescenta, ainda, que o influenza B costuma ser um pouco mais grave em crianças do que em adultos.
Quando a gripe
se torna preocupante?
A gripe se torna preocupante e precisa de ajuda médica em casos de persistência da febre, falta de ar e taquicardia.
Quais as principais
complicações?
A gripe pode evoluir para pneumonia viral, provocando dificuldade respiratória variável, chegando até a SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), situação em que a função pulmonar, isto é, as trocas gasosas, pode ficar extremamente prejudicada, semelhante aos casos graves de covid-19 com índices de letalidade elevados.
Entre as complicações, temos ainda a pneumonia bacteriana secundária, infecção viral, miosite, miocardite, que podem se desenvolver em até 48 horas a partir do início dos sintomas. O vírus se replica nas vias respiratórias superiores e inferiores a partir do momento da inoculação e com pico após 48 horas, em média.
Quem pode ser
mais afetado pela gripe?
Crianças, idosos, gestantes, pessoas não vacinadas, imunocomprometidos, portadores de doenças crônicas, com neoplasias, nefropatias, obesidade, doenças pulmonares prévias, doenças hematológicas, distúrbios metabólicos, pacientes com infecção pelo HIV, com transtornos neurológicos que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração.
Como se prevenir
da gripe?
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações. Anualmente, o Ministério da Saúde realiza a campanha nacional de vacinação contra a doença. Em 2021, a cobertura vacinal contra a gripe foi prejudicada em decorrência da pandemia do coronavírus.
Além disso, na composição da vacina administrada neste ano havia um componente H3N2, porém diferente da cepa circulante atualmente. A atual cepa H3N2 será um dos componentes da vacina a ser administrada no Brasil a partir de maio de 2022.
A infecção da gripe é transmitida da mesma forma que a covid, portanto são válidas as mesmas medidas universais como: usar máscaras; evitar aglomerações e ambientes fechados; evitar sair de casa em período de transmissão da doença; evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe; lavar as mãos com água e sabão; usar álcool gel; cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas. Adote hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.
Qual a eficácia
da vacina da gripe?
A eficácia da vacina varia de 50% a 85%, dependendo do subtipo contemplado. A resposta de cada paciente também pode variar de acordo com a idade e a exposição prévia aos agentes, entre outros fatores. Em geral, o imunizante começa a fazer efeito duas ou três semanas depois da aplicação, por isso é importante se vacinar no outono para ter proteção garantida no inverno. Crianças com menos de 9 anos que são vacinadas pela primeira vez devem receber duas doses com intervalo de um mês entre elas.
Quando uma nova variante surge, como no caso da circulação no Brasil no fim de 2021 da H3N2-Darwin, a eficácia da vacina tende a cair até que a vacina seja atualizada.
Em que época do
ano os casos aumentam?
No Brasil, os casos costumam aumentar entre os meses de abril e agosto, entre o outono e o inverno, devido à maior aglomeração de pessoas em ambientes mais fechados com pouca ventilação, o que facilita sua disseminação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe sazonal afeta de 5% a 10% da população mundial, e causa cerca de 650 mil mortes por ano, sendo que crianças, idosos e pessoas com determinadas doenças são as principais vítimas.
A elevação no número de casos observada em algumas capitais brasileiras no fim de 2021 é surpreendente. Vários fatores podem explicar isso: relaxamento das medidas preventivas após a diminuição dos casos de covid, baixa adesão à vacinação contra a gripe neste ano e a presença de uma nova variante, a H3N2-Darwin.
Preciso ir ao
hospital se estiver gripado?
O atendimento médico deve ser procurado especialmente nos casos de febre elevada, desconforto respiratório, e pessoas com fatores de risco para complicações e persistência dos sintomas. Quadros leves podem ser tratados ambulatoriamente e sem sair de casa.
A gripe pode
matar?
Sim, os grupos de risco são mais propensos a complicações graves e morte. A letalidade está associada principalmente à instalação de quadros da Síndrome Respiratória Aguda Grave.
Fonte: Wladimir Queiroz, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, professor do Centro Universitário Lusíada (UNILUS), consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia; e Ana Karolina Barreto Marinho, imunologista e membro do Departamento Científico de Imunização da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Lessandra Michelin (infectologista/Sociedade Brasileira de Infectologia); Nancy Bellei (infectologista/Sociedade Brasileira de Infectologia); Renato Kfouri (pediatra/Sociedade Brasileira de Pediatria); Organização Mundial da Saúde (OMS), Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), Fiocruz, Ministério da Saúde; Sociedade Brasileira de Infectologia.
As drogas mais perigosas da atualidade (inclusive remédios)
Acetaminofeno ou Paracetamol
Álcool
Anti-hipertensivos
Anticoagulantes
Antidepressivos
Dez sinais que o corpo dá quando sua imunidade está baixa
Uma das causas que podem indicar o sistema imunológico baixo é o estresse.
O sistema imunológico é um
conjunto de órgãos, tecidos e células que atuam no combate a agentes
infecciosos como vírus, bactérias e fungos, evitando doenças.
Do mesmo jeito que ele cria
mecanismos de defesa, os agentes infecciosos criam de ataque. Ora o sistema
imunológico vence, ora vencem vírus e bactérias. E é aí que temos um problema
de saúde.
Ficar doente uma vez não quer
dizer que o sistema imunológico falhou completamente ou está ruim. Ele apenas não foi capaz de
conter o vírus em primeiro momento, mas depois combate o problema — por isso
ninguém fica gripado para sempre, como explica Ekaterini Simões Goudouris,
coordenadora do Departamento Científico de Imunodeficiências da Asbai
(Associação Brasileira de Alergia e Imunologia).
Quando a pessoa fica doente com
muita frequência, o sistema imunológico pode não estar funcionando bem, diz Mônica Nunes, médica
residente em infectologia do Hospital de Doenças Tropicais da UFT (Universidade
Federal do Tocantins), da Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços
Hospitalares). E o corpo dá algum "avisos" de que isso está
ocorrendo.
Estes sinais podem indicar que
sua imunidade está baixa:
1.
Você vive
estressado
2.
Você tem
herpes e outras infecções recorrentes
3.
Muitas
aftas estão surgindo na sua boca
4.
A gripe
dura muito mais tempo do que o normal (cerca de 5 a 7 dias)
5.
Seu
cabelo está caindo muito (o normal é perder cerca de 100 fios por dia)
6.
Você tem
candidíase de repetição
7.
Ter
muitas febres e calafrios
8.
Sofrer
com náuseas e vômitos
9.
Ter
diarreia por mais de duas semanas
10.
Aparecerem
manchas vermelhas ou brancas na pele
A seguir, explicamos melhor a
relação desses 10 fatores com o sistema imune.
·
Estresse
Uma das causas que podem indicar
o sistema imunológico baixo, segundo a médica infectologista Lina Paola
Rodrigues, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, é o estresse.
"Jornadas extenuantes de trabalho, poucas horas de descanso e lazer e
alimentação inadequada. Precisamos ter regulado nosso sistema tireoidiano,
hormonal, de alimentos, para que todo o sistema de imunidade funcione",
diz. Se o estresse está alto, é sinal de que a imunidade deve estar baixa.
·
Infecções recorrentes
Segundo o clínico geral e
geriatra Paulo Camiz, professor da USP (Universidade de São Paulo) e do
Hospital das Clínicas de São Paulo, um dos principais fatores de que a
imunidade está baixa é o surgimento de infecções recorrentes, como a herpes,
especialmente em pessoas com menos de 50 anos.
"Quando a pessoa tem um quadro de zóster abaixo dos 50 anos, é muito
indicativo de ter tido uma baixa de imunidade. É praticamente obrigatório dar
uma olhada como está a imunidade da pessoa."
Apesar de não haver um exame
específico que aponte a baixa imunidade, é possível, por meio de exames
complementares, descobrir o que está acontecendo. "Pode fazer um hemograma
para ver como está a quantidade das células brancas; uma dosagem de anticorpos;
uma avaliação nutricional para ver a questão de micronutrientes e
vitaminas", lista Camiz.
·
Doenças que demoram para passar
Doenças simples, mas que demoram
a passar ou que agravam facilmente, como a gripe, também podem indicar que
a imunidade está baixa.
"O normal é se recuperar completamente dos sintomas em cinco a sete
dias. Gripes e resfriados são doenças autolimitadas, ou seja, com poucos dias
de evolução e recuperação rápida. O que foge disso se suspeita imunidade
baixa", atesta a infectologista Lina Paola Rodrigues.
·
Monilíase oral ou candidíase de repetição
A monilíase oral e a candidíase vaginal,
Rodrigues explica, também têm relação com imunidade baixa.
"O fungo Candida habita normalmente da boca ao ânus em todos nós. O
desequilíbrio da flora e fatores imunológicos fazem com que este fungo se
prolifere, ou seja, aumente em quantidade e cause uma infecção", completa.
·
Febre frequente e calafrios
A
médica Ekaterini Simões Goudouris explica que qualquer
infecção pode dar febre, e febres altas podem causar calafrios. Se recorrentes,
também podem indicar uma baixa imunidade. "Infecções recorrentes ou graves podem sugerir um defeito do sistema
imune."
·
Aftas recorrentes
Segundo Rodrigues, as aftas são
úlceras com várias etiologias, desde infecção por herpes simples, imunidade
baixa, trauma por aparelhos dentais, mordida errada e alergias a alimentos.
"Então alguns pacientes que têm
aftas ulcerativas recorrentes podem ter sim baixa imunidade, porém tem de ser
descartados outros fatores", diz.
·
Náuseas e vômitos
Em alguns casos, náuseas e
vômitos também podem indicar que a imunidade está baixa, mas é preciso um diagnóstico
mais completo para descartar outros problemas mais graves, como explica a
infectologista da BP.
"Náuseas e vômitos são sintomas de diversas doenças. Precisam ser
descartadas alterações endocrinológicas, hormonais da tireoide e do sistema
reprodutivo", diz.
·
Diarreia por mais de duas semanas
Diarreia persistente ou
crônica, segundo Goudouris, pode ser sinal de infecção. E, novamente, indicam,
possivelmente, um sinal de que o sistema imune está baixo.
·
Manchas vermelhas ou brancas na pele
Kleber Luz, infectologista do
Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal, e professor da UFRN
(Universidade Federal do Rio Grande do Norte), explica que infecções de pele
também podem indicar que a imunidade está baixa.
"Os sinais são as infecções. As foliculites, ou seja, as infecções da
pele, podem, de fato, indicar que a sua imunidade está baixa. Por exemplo, se
pessoa que tem a pele íntegra, não tem infecção e, subitamente, começa a ter
infecção cutânea, pode ser um indicativo que a imunidade está baixa",
assevera.
Segundo ele, a presença de micose
nas unhas também pode ser um indicativo.
·
Queda acentuada de cabelo
Até a queda excessiva de cabelo
pode indicar que a imunidade está baixa, de acordo com Rodrigues. Nesse caso, a
alimentação adequada pode ajudar a diminuir o problema, mas uma avaliação
médica é necessária.
"Queda de cabelo pode diminuir ao melhorar a imunidade e nutrição do
paciente. Então seria consequência de melhorar e equilibrar diversos sistemas
no organismo."
O que fazer para melhorar a
imunidade
·
Praticar
atividade física regularmente;
·
Melhorar
hábitos alimentares;
·
Ter um
sono de qualidade;
·
Evitar
estresse;
·
Controlar
ansiedade;
·
Ter um
bom convívio social;
·
Usar
preservativo;
·
Não
consumir bebida alcoólica em excesso;
· Fazer
controle rigoroso da doença, no caso de pessoas diagnosticadas com diabetes e
lúpus, por exemplo.
Como já explicado, ter uma boa
imunidade não indica que a pessoa está livre de ficar doente. Todo mundo corre
esse risco em algum momento da vida.
"Nem o melhor sistema imunológico do mundo consegue manter alguém livre
de ter um quadro infeccioso, porque, para isso, basta ter contato com o agente
agressor", pontua Alexandre Cunha, médico infectologista do Grupo Sabin e
vice-presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal.
"Quando a gente fala que tem problema de imunidade, tem de investigar
qual a doença que está causando isso. Todas as pessoas têm risco de ficar
doente, mesmo as que têm melhor imunidade possível", diz Cunha.
A queda da atividade do sistema
imunológico pode acontecer por diversas situações, inclusive estresse e ansiedade.
Doenças crônicas, como Aids, lúpus, câncer e diabetes também
podem diminuir a atividade do sistema imune e favorecer o aparecimento de
outras doenças.
Fontes: Alexandre Cunha, médico infectologista do Grupo
Sabin e vice-presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal; Ekaterini Simões Goudouris,
coordenadora do Departamento Científico de Imunodeficiências
da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia); Kleber Luz,
infectologista do Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal, e professor da
UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte); Lina Paola
Rodrigues, médica infectologista da BP - A Beneficência
Portuguesa de São Paulo; Mônica Nunes, médica residente em
infectologia do Hospital de Doenças Tropicais da UFT (Universidade
Federal do Tocantins), da Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços
Hospitalares); Paulo Camiz, clínico geral e geriatra, professor
da USP (Universidade de São Paulo) e do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Cientistas suspeitam de ligação entre vírus de hepatite e covid-19
Um tipo misterioso de hepatite aguda tem despertado a atenção de autoridades de saúde de diferentes países do mundo ao longo das últimas semanas. A doença, que satinge crianças e já é investigada até no Brasil, não é ocasionada por nenhum dos vírus conhecidos da hepatite (A, B, C, D e E) e pode ter entre as suas causas uma relação ainda não esclarecida entre a covid-19 e um tipo de adenovírus.
O Ministério da Saúde criou uma sala de situação para monitorar 41 eventos suspeitos de hepatite aguda de origem desconhecida, registrados até agora, em território nacional. Entre eles está o de uma adolescente de 14 anos, de Ibimirim, sertão de Pernambuco, que foi hospitalizada em coma e precisou passar por transplante de fígado de emergência na sexta (20). Com esse, são seis os casos suspeitos da doença apenas em Pernambuco, até o momento.
A primeira hipótese foi levantada por autoridades de saúde do Reino Unido. Lá, os primeiros casos foram registrados e tratava-se de uma hepatite causada por um adenovírus. Estudos mostraram que até 70% dos doentes testaram positivo para o adenovírus 41F. Ele afeta mais crianças, jovens e pessoas imunossuprimidas. Provoca resfriado ou problemas intestinais.
“Inicialmente achou-se que o adenovírus seria a causa das hepatites agudas, mas o fato é que ele não aparecia em todos os casos”, explicou o infectologista Marcelo Simão, da Universidade Federal de Uberlândia, em Minas. “Em muitas crianças que apresentaram quadros graves não foi possível isolar o vírus; e em algumas na qual foi feito um transplante não se achou o vírus no fígado retirado.”
Especialistas notaram também que muitas crianças tinham tido covid-19 antes da hepatite aguda. Um estudo publicado na revista Lancet, na semana passada, propôs, então, nova hipótese. Segundo o trabalho, uma combinação entre as duas infecções estaria provocando a doença hepática aguda.Partículas remanescentes do Sars-CoV-2 no trato intestinal das crianças estariam servindo de gatilho para uma reação exagerada no sistema imunológico a uma infecção posterior pelo adenovírus 41F. A proteína spike do coronavírus é considerada um superantígeno. Ela torna o sistema imunológico mais sensível. Assim, potencializaria o efeito do adenovírus 41F. Normalmente, esse vírus não provoca problemas mais graves.
A reação seria similar à provocada na Síndrome Inflamatória Multissistêmica. Essa condição foi identificada em crianças com covid longa. Nesses casos, há uma ativação anormal do sistema imunológico por causa do superantígeno. Ele desencadeia uma reação autoimune extremamente inflamatória. Uma eventual exposição posterior a um adenovírus poderia provocar uma reação ainda mais forte do organismo. É o que pode estar acontecendo nos casos de hepatite aguda.
“A hipótese mais aceita atualmente é de que essa hepatite está sendo provocada por uma reação imunológica exagerada causada pela combinação desses dois vírus que acaba por agredir o fígado”, disse Simão, cujo nome integra a lista da Universidade de Stanford, nos EUA, dos cientistas mais influentes do mundo. “Por que o fígado? Ainda não sabemos.”, completou.
Variação
Outra questão ainda não esclarecida, segundo Simão, é por que os casos de hepatite aguda só começaram a ser notados agora, dois anos depois do início da pandemia. Uma explicação possível estaria relacionada à variante do Sars-CoV-2 atualmente em circulação.
A OMS Europa apontou em um relatório divulgado neste mês que até 70% das crianças com menos de 16 anos que desenvolveram a hepatite aguda tiveram diagnóstico de covid-19 anteriormente. Além disso, explicaram especialistas, outras crianças podem ter tido a doença de forma branda ou mesmo assintomática; ou seja, sem um diagnóstico oficial.
Um trabalho feito nos Estados Unidos e publicado em Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition analisou o caso de uma menina de 3 anos. A garota apresentou falência hepática alguns dias depois de se recuperar de uma covid branda. “As descobertas da biópsia do fígado e de exames de sangue da paciente são compatíveis com um tipo de hepatite autoimune que pode ter sido deflagrada pela covid”, explicou a pediatra Anna Peters, gastroenterologista do Centro Médico do Hospital de Crianças de Cincinnati, nos EUA, responsável pelo estudo, ao comentar o trabalho.
Segundo a especialista, é impossível provar a existência de um vínculo direto entre a covid e a doença hepática. Mas o vírus pode ter deflagrado uma resposta imune anormal. Ela seria geradora do ataque ao fígado.
Um levantamento feito na Índia no ano passado acompanhou 475 crianças que tiveram covid no país. Delas, 47 apresentaram hepatite aguda. Recentemente, com os novos casos surgidos na Europa e nos EUA, pesquisadores se voltaram a esse estudo indiano de 2021. "O único fator em comum que achamos entre essas crianças foi que todas tinham sido infectadas pela covid”, disse o principal autor do estudo, Sumit Rawat, professor associado da Escola de Medicina de Bundelkhand, em Madhya Pradesh, na Índia, em entrevista para agências internacionais. “Provar que a covid está de fato provocando essa hepatite vai demandar ainda muito estudo, mas uma pista importante é que os casos da hepatite caíram quando o Sars-CoV-2 deixou de circular na região e voltaram a subir quando a covid estava em alta.”, complementou.
Nada com vacina
A ligação entre os casos de hepatite aguda e a vacina contra a covid, no entanto, foi totalmente descartada. Não há relação direta entre a vacinação e a hepatite. Além disso, a maioria das crianças que apresentaram o quadro agudo de hepatite tinha menos de 5 anos. Ou seja, elas não haviam sido imunizadas contra a covid.
Especialistas acreditam que novas pandemias de vírus emergentes – e seus eventuais desdobramentos — devem se tornar cada vez mais comuns, por causa do impacto do homem no meio ambiente e no clima. “Estamos vivendo em um mundo complicado, com muitas doenças novas, muitos vírus novos; bactérias às quais não dávamos importância estão agora causando enfermidades graves”, disse Simões. “Apesar dos avanços tecnológicos, os desafios são cada vez maiores.”
José David Urbaez Brito lembrou que, não por acaso, vivemos no chamado período antropoceno. É a primeira vez que um ser vivo, no caso o homem, alterou de maneira tão profunda e muitas vezes irreversível o seu meio ambiente até que passou a dar nome a uma era geológica. “O homem alterou cadeias geológicas e ecológicas, aumentou a temperatura global de forma perceptível, provocando um impacto profundo na dinâmica dos agentes infecciosos, notadamente dos vírus, que são formas muito simples”, disse Brito. “As narrativas têm o poder de racionalizar o que acontece, nos deixando alienados; mas, a verdade é que vivemos um momento apocalíptico de dimensões gigantescas, e a atual pandemia é um sintoma disso.”, alertou.
O hit 'Despacito' é usado para conscientização do Alzheimer
Luis Fonsi quer utilizar o seu maior sucesso como vetor para tomada de consciência sobre o Alzheimer.O cantor porto-riquenho Luis Fonsi, 44 anos, contou que está usando sua música para criar maior conscientização sobre o mal de Alzheimer. O artista passou a querer entender mais sobre a doença após sua avó desenvolver a condição.
Ele conta que tem uma ligação emocional com a causa, já que sua avó atualmente luta contra a doença e não o reconhece mais. "Cresci com ela, sou o mais velho da família. Meus pais trabalhavam muito quando morávamos em Porto Rico, então eu sempre fiquei com ela", relembrou.
Fonsi contou que sua avó era a cantora da família, e que mesmo com Alzheimer ela ainda se lembra de todas suas músicas favoritas. "Tudo o que ela faz é cantar. Ela não se lembra muito. No entanto, há apenas um arquivo, este disco rígido em sua cabeça, que ela não esquecerá de nenhuma de suas músicas favoritas. E eu acho isso tão bonito", diz.
Agora o artista espera aumentar a conscientização e "abrir a conversa sobre o Alzheimer". O cantor considera seu papel uma "bela responsabilidade", e agora ele faz parte da campanha Music Moments, com a Alzheimers Association.
A música 'Despacito' tem como compositores, além de Luis Fonsi, seu compatriota o rapper Daddy Yankee e a cantora, compositora, atriz e filantropa panamenha, de ascendência brasileira e estadunidense, Erika Ender.
Clique Aqui e assista ao vídeo de Despacito.



















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