Mais de 300 shows para seis milhões de pessoas na
última turnê de Elton John
Elton John durante o
festival britânico de Glastonbury em Pilton, Reino Unido, em 25 de junho de
2023 [Imagem:©
Oli Scarff]
Foi o adeus dos fãs de quase o mundo inteiro para o
Rocket Man. Na última apresentação de Elton John, no sábado (8 de julho), na
Suécia, o astro se despediu após meio século nos palcos. "Tocar para vocês foi minha razão de viver, e
vocês foram absolutamente magníficos", disse Elton John, 76 anos, ao
público que lotou a Arena Tele2, em Estocolmo.
Elton John
sentou-se ao piano depois das 20h locais, sob aplausos de mais 30.000 pessoas,
e abriu sua apresentação com um de seus temas mais populares: "Bennie
and the Jets", seguido de "Philadelphia Freedom"
e "I Guess That's Why They Call It the Blues". "Sou uma grande fã há 20 anos. Tudo começou
quando vi 'O Rei Leão' pela primeira vez", contou a estudante polonesa
Kate Bugaj, 25, que adiou suas provas do metrado para ir se despedir do ídolo.
Por mais de duas
horas, Elton John intercalou canções com momentos em que, levantando-se do
piano, agradecia a seus fãs, músicos e equipe, alguns de cujos integrantes o
acompanham há mais de 40 anos. Antes do bis, o cantor compartilhou uma mensagem
da banda Coldplay (que se apresentava na mesma noite em Gotemburgo), na qual o
cantor Chris Martin lhe agradecia por sua carreira e seu comprometimento.
A Arena Tele2
recebeu o astro britânico pela segunda noite consecutiva, no último show desta
turnê de encerramento, que começou há cinco anos e foi interrompida pela
pandemia e por uma cirurgia em 2021. "Foi incrível. Não tenho palavras,
porque ainda não digeri tudo", comentou o banqueiro finlandês Anton
Phjonen, 25 anos.
Elton John fez
330 shows com esta turnê, em que percorreu Europa, Austrália, Nova Zelândia,
Estados Unidos, Canadá e Reino Unido e se apresentou para 6,25 milhões de
pessoas no total. Entre os fãs em Estocolmo estava Jeanie Kincer, 50 anos,
procedente de Kentucky, Estados Unidos. "Eu queria estar aqui no fim, porque era muito jovem para estar no
começo", explicou.
Para a ocasião,
Jeanie vestia uma cópia quase perfeita da roupa que Elton John escolheu para
seu primeiro show em Estocolmo, em 1971: short vermelho com suspensórios e
camiseta vermelha, amarela e marrom. "Estou
triste por ele estar se aposentando, mas é bom que ele possa aproveitar seus
últimos anos", disse a fã americana. "Sei que ele irá continuar tocando de vez em quando, que irá fazer novas
músicas, então ainda há o que esperar."
Quer saber mais sobre a vida e obra de Elton John? Clique aqui.
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O Dia Nacional do
Samba chegou
No dia 02 de dezembro é comemorado o Dia Nacional
do Samba. O gênero musical internacionalmente conhecido e típico do Brasil, que
faz o país conhecido em todo o mundo pela tríade cultural, futebol, carnaval e samba.
Para celebrar a data, nada melhor do que contar a
história do ritmo de maior sucesso no país, com sua origem, os sambistas mais
importantes que já tivemos e os principais gêneros dentro do samba.
Como o Dia Nacional
do Samba surgiu
O Dia Nacional do Samba foi instituído em 1963 por
iniciativa do vereador baiano, Luis Monteiro da Costa, para homenagear Ary
Barroso. Desde então é comemorado todos os anos, principalmente em Salvador. Ary
já tinha composto seu sucesso "Na Baixa do Sapateiro", mas
nunca havia posto os pés na Bahia.
Esta foi a data em que ele visitou Salvador
pela primeira vez.A partir da capital baiana, a festa foi se
ampliando e atualmente varias cidades costumam comemorar o Dia do Samba, a exemplo
do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Belo Horizonte, e outras.
O samba é baiano. Nascido no século 19, com uma
mistura de ritmos oriundos da cultura africana, foi no Rio de Janeiro onde se
desenvolveu e fincou suas raízes como uma das principais manifestações da
cultura popular brasileira.
A dança proibida
No país onde nasceu o samba, houve uma época em que
sambar estava proibido. Em meados da década de 1920, os locais de samba estavam
proibidos e quem fosse pego dançando ou cantando tinha um grande risco de ser
preso.
Naquela época, os locais eram considerados sujos,
perigosos e de “perdição”. Porém, a escravidão no Brasil havia terminado em
1888, então, na verdade, o racismo e o preconceito ainda estavam intrínsecos na
cultura de antigamente.
Somente após a abolição da escravidão no Brasil e
alguns anos mais tarde, o samba passou a ser visto como símbolo nacional,
especialmente nos anos 1940, durante o governo de Getúlio Vargas.
Instrumentos usados
no samba
A harmonia do samba é feita sumariamente por
instrumentos de corda. Porém, com o passar dos anos, outros instrumentos
passaram a incorporar as melodias, como flauta, piano e saxofone. Juntando os instrumentos
ritimicos, a lista basíca fica assim: cavaquinho; violão; pandeiro; surdo; tamborim;
reco-reco e cuíca.
Conforme o samba foi evoluindo, ele passou a ganhar
novas vertentes e modos de ser tocado e cantado. No Dia Nacional do Samba,
pode-se reconhecer que não é à toa que este é um dos ritmos mais adorados e
ricos do mundo.
Primeiro samba no Brasil
A música Pelo Telefone é
considerada a primeira gravação de samba feita no Brasil. Sua composição data
de 1916 e recebeu a assinatura de Ernesto dos Santos, conhecido como Donga, e
do jornalista Mauro de Almeida.
Carioca, Ernesto Joaquim Maria dos Santos, conhecido como Donga, foi um
músico, compositor e violonista brasileiro. Filho de Pedro Joaquim Maria e
Amélia Silvana de Araújo, Donga teve oito irmãos.
Donga morreu em 1974, aos 84 anos. Ele compôs 80 músicas e tem cinco
discos. “Pelo telefone” ironizava uma suposta determinação da polícia
carioca da época para que se informassem antes, por telefone, aos infratores a
apreensão do material de jogo de azar. Ouça Pelo telefone abaixo:
Há controvérsias?
Antes do samba "Pelo Telefone" (apenas a música) ser registrado na Biblioteca Nacional, em 1916, por Ernesto Maria dos Santos (Donga) com o gênero de "samba", pelo menos dois outros sambas já haviam sido gravados: "Em casa de baiana" (Alfredo Carlos Brício, 1913) e "A viola está magoada" (Bahiano, 1914). "Pelo Telefone", entretanto, fez mais sucesso e fixou o nome "samba" como um dos gêneros centrais da música popular urbana no Rio de Janeiro.
Na realidade, o que se cantava nas casas das tias baianas, como Ciata, eram lembranças de festas nordestinas, intercaladas com improvisos de momento, verdadeiras colchas de retalho melódicas. Quase nada tinham em comum com o que hoje conhecemos como samba.
O mote que deu origem à letra cantada por Bahiano e fixada em cera na Casa Edison, em 1916, dizia respeito à polêmica proibição dos jogos de azar pelo chefe de polícia Belizário Távora ocorrida três anos antes e à cobertura jornalística dada ao caso pelo jornal A Noite, cuja redação estava localizada no Largo da Carioca. Dois repórteres instalaram uma roleta na calçada em frente à porta do jornal e documentaram a jogatina, com intuito de desmoralizar a nova lei.
Não só os jogos de azar eram perseguidos pela polícia. Manifestações populares, sobretudo as dos ex-escravos e seus descendentes, sofriam o mesmo tipo de repressão, conforme o documento datado de 25 de setembro de 1918, assinado pelo então chefe de polícia Aurelino Leal:
"Providências para a Festa da Penha. Uma força da Brigada Policial composta por 10 praças de infantaria e 6 de cavalaria seguindo uma outra de 30 praças de infantaria e 20 de cavalaria. Recomendo-vos, outrossim, que absolutamente não permitais o divertimento denominado "Samba", visto que tal diversão tem sido a causa de discórdias e conflitos." (Arquivo Nacional, Ijj6-678).
Fontes: A Síncope das Ideias, de Marcos Napolitano (Perseu Abramo, 2007). Samba de Sambar do Estácio, de Humberto Franceschi (IMS, 2010).
Os principais
gêneros do samba
Assim como em qualquer estilo musical, dentro dele
há uma ramificação de gêneros. No samba não é diferente. Abaixo, listamos os
principais subgêneros do samba.
Samba de breque
É caracterizado por paradas inesperadas, ou seja,
os chamados “breques”, que permite ao cantor encaixar comentários falados
alusivos ao tema. Neste momento, a melodia é interrompida e somente a voz do
intérprete dá sequência à letra. Uma das mais conhecidas é a do cantor Moreira
da Silva, cujo maior sucesso foi O
Rei do Gatilho, de 1962. Ouça abaixo:
Samba-enredo
Composição criada para puxar o desfile das escolas
de samba durante o Carnaval. É considerado uma evolução dos sambas e possui
melodia criada para durar durante todo o desfile (cerca de 1 hora).
Samba exaltação
Subgênero do samba menos rústico e mais
sofisticado. Busca exaltar as qualidades e a grandiosidade do país. A
composição Aquarela do Brasil,
de Ary Barroso, foi a primeira a consagrar o ritmo. Ouça abaixo.
Samba de gafieira
O famoso “samba
de malandro da Lapa”. É um estilo de dança de salão derivado do maxixe
dançado no início do século XX. O samba de gafieira preza, em suma, mais pela
coreografia ao invés da melodia.
Durante a dança o “malandro”, como é chamado o
dançarino, sempre protege sua parceira, para que ela possa se exibir para ele e
para o baile inteiro. Ao mesmo tempo, impedia uma aproximação de qualquer outro
homem que a puxasse para dançar.
Vem daí a atitude de se sambar com os braços
abertos, como se fosse dar um abraço, além de entrar no ritmo da música, para
proteger a parceira.
Samba-rock
É uma vertente do samba surgida na década de 1950,
com destaque nos anos 1960 e 1970.Tem como principais influências o rock and
roll, o jazz, o soul e o funk. A dança incorpora os movimentos do rockabilly
com o gingado do samba brasileiro. Uma das músicas mais conhecidas do gênero é
a música de Noriel Vilela, 16
Toneladas. Ouça abaixo.
Grandes nomes do
samba
No Dia Nacional do Samba é impossível
não lembrar dos principais talentos da música nacional. Selecionamos alguns dos
maiores sambistas do Brasil que merecem ser homenageados e reconhecidos pelo talento
e marca deixada na história do samba no Brasil.
A lista é gigante e qualquer seleção, obviamente,
não fará jus a todos os artistas que contribuíram para o samba. Os nomes
selecionados representam uma parcela de homens e mulheres que criaram e refinaram
a arte do samba no país. Eis alguns:
Pixinguinha;
Beth Carvalho;
Zeca Pagodinho;
Cartola;
Zequeti:
Dona Ivone Lara;
Martinho da Vila;
Clementina de
Jesus;
Paulinho da Viola;
Leci Brandão;
Adoniran Barbosa;
Arlindo Cruz;
Clara Nunes;
Jorge Aragão.
Por
que as escolas de samba não são ainda consideradas patrimônios culturais no
Brasil?
A Comissão de Educação do Senado já aprovou um projeto (PL 256/2019), que aguarda análise do Plenário, para reconhecer as escolas de samba como manifestação da cultura nacional. Clique aqui e saiba mais.
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