Dia Internacionacional da Mulher. Há quase 90 anos a mulher conquistava o direito de votar no Brasil. Leia abaixo.
[ Maio - mês de Aniversário ]
No dia 23 de maio de 2017 era fundado o Primeira Página impresso.
(Capa da 1ª edição de o jornal Primeira Página impresso - 23 de Maio de 2017)
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Há 88 anos a mulher conquistava o direito de votar no Brasil
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| Nesse dia, 24 de fevereiro de 1932, as mulheres (parcialmente) conquistaram o direito ao voto |
Em 3 de novembro de 1932 foi instituído o direito ao voto para as mulheres. Mas, nem tudo era simples como parece. A maioria delas continuava cerceada em escolher seus representantes e muito menos a se candidatar a um cargo eletivo.
Mesmo que muita gente negue e diga que vive apartado da política, o que na prática é uma inverdade, o poder político coordena todas as formas de convivência humana, legitima o exercício de poder em si e existe em todos os sistemas de governo, seja ele ditatorial, absolutista ou democrático, cada qual com suas peculiaridades.
Na democracia, só é sustentado pelo livre direito ao sufrágio ou voto e essa prerrogativa de direito cidadão, há menos de um século, era exclusivo do homem e quase nem todos, também.
O primeiro país no mundo que reconheceu o direito ao voto para as mulheres foi a Nova Zelândia, em 1893. Embora a Europa seja o berço da democracia, as mulheres europeias obtiveram essa garantia somente a partir da Primeira Guerra Mundial. Em alguns casos, houve igualdade de condições com os homens; em outros, elas exerciam esse direito só para eleger o presidente do país. Nos Estados Unidos, o sufrágio universal se deu em 1920; no Reino Unido, em 1928.
Na França, ocorreu apenas em 1944. Em 1954, os países que obtiveram a independência após a Segunda Guerra Mundial garantiram, em suas constituições, isonomia para homens e mulheres. A Suíça, embora considerada um dos países mais liberais, autorizou o voto pleno às mulheres somente em 1971.
No Brasil foi outra história

A coragem da mulher brasileira sempre esteve presente na vida política do Brasil

Por aqui, as mulheres lutavam pelo direito ao voto desde o século XIX. Em 1891, 15 corajosas e destemidas mulheres obtiveram,do governo do Rio Grande do Norte, o direito de participar de uma eleição, mas seus votos foram anulados pela Comissão de Poderes do Senado.
Na verdade, era uma proposta, que foi rejeitada por uma emenda à Constituição, que não iria prever mais o direito de voto à mulher. Mas, em 24 de fevereiro de 1932, finalmente o voto feminino no Brasil foi assegurado. O presidente Getúlio Vargas promulgou o novo Código Eleitoral provisório,que garantiu o direito ao voto às mulheres casadas, desde que autorizadas pelos maridos, e à algumas solteiras ou viúvas, que tivessem renda própria. Vejam que a exclusão era pública: se os maridos não autorizassem, as casadas não podiam, assim como as solteiras e viúvas pobres, também não.
Em 3 de maio de 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, a mulher brasileira, pela primeira vez, votou e foi votada em âmbito nacional. Foi eleita a primeira deputada do Brasil,Carlota Pereira Queiroz. A Assembleia Nacional Constituinte de 1934 assegurou o pleno direito do voto feminino, sem restrições, fato que constituiu vitória das mulheres, ainda que fosse uma vitória tardia, se considerarmos que, em 1893, a Nova Zelândia já concedia às mulheres o direito de voto. Na França, isso só aconteceu em 1944 e, na Suíça, em 1971.
No decorrer do século XX o voto das mulheres foi ganhando cada vez mais peso até que, nas eleições do ano 2000, pela primeira vez o eleitorado feminino superou em números absolutos o masculino. Já nas eleições de 2016, as eleitoras se tornaram maioria em todos os estados brasileiros. No total, dos 144 milhões de brasileiros aptos a votar, 75.226.056 eram mulheres, ou seja, representavam 52,24% do eleitorado.
Desde a última década do século XX, as mulheres representam a maioria da população e do colégio eleitoral brasileiro. Embora a lei n. 9.100, de 29/9/1995, no § 3º do artigo 11, estabeleça cotas percentuais para as mulheres candidatas em todos os partidos políticos — “Vinte por cento, no mínimo, das vagas de cada partido ou coligação deverão ser preenchidos por candidaturas de mulheres” —, ainda há um longo caminho a percorrer, uma vez que as mulheres ocupam somente cerca de 10% das cadeiras do Congresso Nacional e, 14% do Senado Federal, o que não é representativo da nossa sociedade, considerando que o sexo feminino constitui pouco mais de 52% da população brasileira.
Mas, se em 24 de fevereiro de 1932 as mulheres, no Brasil, conquistaram o direito ao voto, por que a comemoração é feita em 3 de novembro?
Como já descrevemos acima, até 1930, as mulheres não podiam participar do processo democrático brasileiro. A mudança ocorreu com a aprovação no Senado do projeto de lei sobre o tema, mas, com a Revolução (ou Golpe de Getúlio Vargas, confira abaixo), as atividades parlamentares foram suspensas e, somente em fevereiro de 1932, o voto feminino foi promulgado. A história mudou e a participação da mulher passou a ser decisiva, sendo que elas já representam 52,49% do eleitorado nacional, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
(A Revolução ou 1º Golpe de 1930 marcou o fim da República Velha (com a deposição do presidente Washington Luís; a revogação da constituição de 1891, cujo objetivo era de estabelecer uma "nova ordem constitucional"; a dissolução do Congresso Nacional; intervenção federal em governos estaduais e alteração do cenário político, com a supressão da hegemonia até então apreciada por oligarquias agrárias de São Paulo e Minas Gerais; sinaliza o início da Era Vargas - tendo em conta que, após o triunfo da "revolução", uma junta militar provisória cedeu o poder a Vargas, reconhecido como o "líder do movimento revolucionário").
No dia 3 de novembro, quando se comemora o "Dia da Instituição do Direito e Voto da Mulher", faz-se homenagear a memória de duas paulistanas: Berta Maria Júlia Lutz, filha do famoso cientista Adolfo Lutz, que liderou o movimento decisivo para a aprovação do Novo Código Eleitoral, em 1932; e da médica e primeira mulher eleita deputada federal por São Paulo, Carlota Pereira de Queirós, em 1934, fundadora da Academia Brasileira de Mulheres Médicas.
Carlota Pereira de Queirós nasceu em 1892 e formou-se em Medicina. Em 1933, elegeu-se deputada por São Paulo para a Assembléia Nacional Constituinte. Sua participação política começou durante a Revolução Constitucionalista de 32, quando organizou um grupo de assistência médica aos combatentes feridos, comandando centenas de mulheres. O primeiro projeto sobre a criação de serviços sociais no país foi de autoria da parlamentar.
Berta Lutz nasceu em 1894, formando-se em Zoologia, sendo uma pioneira de sua época. Em 1919, tornou-se secretária do Museu Nacional do Rio de Janeiro, fato de grande repercussão, porque o acesso das mulheres ao funcionalismo público era restrito. Em 1922, representou o Brasil na Assembléia Geral da Liga das Mulheres Eleitoras, realizada nos Estados Unidos, e foi eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana. Em 1936, assumiu a cadeira de deputada na Câmara dos Deputados.
Carlota convidou Berta, que na época defendia os direitos jurídicos da mulher, para trabalharem em conjunto na Constituinte de 34. Entre os projetos apresentados, propuseram: a regulamentação do trabalho feminino, a igualdade salarial e a proibição de demissão em razão de gravidez.
Mas, na época, não havia consenso entre as bancadas dos partidos e muitas restrições foram impostas à emancipação feminina até chegarmos aos dias de hoje. No entanto, a semente do trabalho dessas mulheres, entre outras mais que ingressaram na luta, tornou o sonho da participação feminina no processo democrático uma realidade.
Relembrar a história de Berta e Carlota, no dia de hoje, é a forma que temos de reconhecer a sua atuação decisiva para garantir a igualdade de direitos entre brasileiros e brasileiras.
Fim desta matéria
Oito mandatos eletivos fizeram do político uma das figuras públicas mais importantes de Ubá.

Narciso Paulo Michelli, 87 anos, faleceu na tarde de domingo dia 07, em sua residência, no Centro de Ubá, ao lado de familiares,vitima de aneurisma da aorta abdominal.
Após sentir-se mal, ele foi atendido por uma equipe do SAMU. Um de deu familiares nos relatou que lhe foi sugerido, há cerca de dois, a fazer uma cirurgia, sendo que, à época, o ex-prefeito, não aceitou tal intervenção.
Natural de Bicas, Mesorregião da Zona da Mata mineira, a 290 km de Belo Horizonte e a 68 km de Ubá, Narciso Paulo Michelli era formado em odontologia. Nasceu em 20 de janeiro de 1933 e aos 22 anos elegeu-se vereador em três legislaturas, duas destas consecutivas (1955/1958; 1959/1962 e 1964/1966); prefeito de Ubá em três ocasiões (1967/1970; 1973/1976 e 1997/2000). Também se elegeu deputado estadual, cargo que ocupou por dois mandatos, 1979/1983 e 1987/1991), pela antiga ARENA e PFL, respectivamente.
Seu corpo foi velado no hall da Prefeitura Municipal de Ubá, na segunda-feira (08) e sepultado no cemitério municipal. Naciso Michelli era casado com Neide Michelli e pai de cinco filhos.
Aneurisma da aorta abdominal
Aneurisma da aorta abdominal tem cura e o resultado do tratamento geralmente é bom, mas há que se fazer intervenção cirúrgica. Sobretudo, quando ocorre a ruptura do aneurisma, o caso é muito mais grave. Menos de 10% dos pacientes sobrevivem a um aneurisma da aorta abdominal rompido.
Em síntese é uma dilatação (protuberância) dessa artéria na altura do abdómen. A aorta é a maior artéria do corpo humano e é responsável pelo transporte do sangue do coração aos órgãos, passando pelo tórax e abdómen.
É uma doença grave, com altas taxas de mortalidade, mas com grandes chances de cura quando diagnosticado precocemente. Atualmente cerca de 4% da população brasileira sofre com o problema. Em pessoas com mais de 60 anos, o percentual aumenta para 6%. Algumas vezes pode se apresentar em faixas mais jovens, mas é raro.
Os dados estatísticos indicam que a causa se deve à aterosclerose, que é caracterizada pela presença de placas de gordura nas artérias. Entretanto, estudos recentes mostram sua relação com uma alteração na estrutura da parede da aorta.
Se não for tratado, o aneurisma cresce, tornando as paredes da artéria mais frágeis, até que se rompam. A ruptura de um aneurisma da aorta abdominal tem grande chance de levar à morte.
Os mais conhecidos são os aneurismas cerebrais e a maioria das pessoas não sabem que que existe o aneurismas de aorta abdominal e muito menos seus sintomas.
São dilatações dessa importante artéria, que é a aorta, na região do abdômen. A maioria dos especialistas considera como aneurismas as dilatações acima de três centímetros.
Segundo o angiologista e cirurgião vascular, no Hospital Sírio-Libanês, Mauro Figueiredo Carvalho de Andrade, "os aneurismas de aorta abdominal podem permanecer estáveis durante anos, mas alguns crescem rapidamente", explica.
Os fatores preponderantes, que mais influenciam no aparecimento e no crescimento dos aneurismas são, o envelhecimento, ser do sexo masculino (embora também possa afetar as mulheres) e o tabagismo. Também ter histórico familiar de aneurisma, principalmente parentesco de primeiro grau.
Estima-se que 2% a 5% da população do sexo masculino, com mais de 60 anos de idade, tenham essa dilatação, embora a maioria a desconheça.
Causas e sintomas
Os aneurismas são, em geral, assintomáticos, que não apresentam sintomas. Muitas vezes podem ser diagnosticados em exames de rotina, como o de ultrassom abdominal para avaliar rins, fígado ou próstata.
Mesmo sendo uma doença assintomática, o aneurisma da aorta abdominal pode apresentar alguns sinais, como sensação de pulsação abdominal. Segundo o dr. Mauro de Andrade, "os aneurismas estão associados à aterosclerose, que é caracterizada pela presença de placas de gordura e calcificação nas artérias, e não têm relação com o aneurisma cerebral".
Quando um aneurisma se expande rapidamente, está prestes a romper ou já rompeu, alguns sintomas podem aparecer de maneira brusca, como dor forte ou persistente no abdômen ou nas costas; náuseas e vômitos; frequência cardíaca acelerada; queda de pressão e choque hemorrágico, quando ocorre grande perda de sangue.
Ainda de acordo com o especialista do Hospital Sírio-Libanês, "quanto maior o aneurisma, maiores as chances de ruptura. Aneurismas de 6 cm de diâmetro, por exemplo, têm um risco de cerca de 10% de se romperem no prazo de um ano. A mortalidade, nesses casos, é muito alta, podendo chegar a 90%, mesmo com o tratamento adequado. Um grande número de pacientes nem chega a ter tempo de receber atendimento”, alerta o médico.
Como diagnosticar o aneurisma abdominal
O diagnóstico é realizado por meio de exame clínico pela palpação do abdômen, além de exames de imagem, como ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada.
Poucos países adotam políticas de rastreamento do aneurisma abdominal para os grupos de risco. No Brasil, a recomendação é para que homens fumantes, com idade entre 65 e 75 anos, realizem o rastreamento anual através do exame de ultrassom de abdômen. Em homens com 65 anos ou mais, caso a primeira ultrassonografia mostre a aorta abdominal com diâmetro inferior a 2,6 cm, não se recomenda o rastreamento anual. Nesses casos, os exames podem ser realizados a cada três anos.
Tratamento do aneurisma abdominal
Como sempre, o melhor tratamento é a prevenção. Portanto, para reduzir o risco de desenvolver aneurismas de aorta abdominal, é indicado manter uma dieta saudável; exercitar-se regularmente; evitar o tabaco e controlar o estresse. A prevenção inclui também o controle do colesterol, da pressão arterial e da glicemia.
Para quem possui um ou mais fatores de risco deve procurar um angiologista ou cirurgião vascular para uma avaliação mais aprofundada. “Em pacientes assintomáticos, aneurismas menores do que 5 cm são monitorados com ultrassonografia regular para acompanhar seu crescimento”, afirma Mauro Carvalho Andrade. “Nesse período, pode ser recomendado o uso de medicamentos, como estatinas e ácido acetilsalicílico, e controle rigoroso da pressão arterial”, acrescenta.
Pacientes com aneurismas com 5 cm ou mais de diâmetro que apresentem ou não dores; pacientes sintomáticos, que apresentam dor; ou aneurismas que cresceram mais do que 1 cm em menos de um ano precisam ser corrigidos. “A correção pode ser feita através de uma técnica convencional, com abertura da cavidade abdominal, ou de uma técnica menos invasiva chamada de cirurgia endovascular, na qual se utiliza uma prótese implantada por dentro do aneurisma”, explica o dr. Andrade. Nesse caso, o acesso é pelas artérias femorais localizadas na virilha. Segundo o especialista, as principais vantagens dessa técnica estão na diminuição do tempo de internação e na menor incidência de complicações nos primeiros 30 dias.
O Hospital Sírio-Libanês possui um Pronto Atendimento habilitado para atender pessoas em situações graves. Ao chegar, o paciente passa por uma rápida avaliação da equipe de enfermagem e em seguida é encaminhado para o atendimento de emergência. O hospital conta ainda com o Centro de Acompanhamento da Saúde e Check-Up, que atua com o objetivo de prevenir doenças e orientar os pacientes para uma melhor solução de eventuais problemas de saúde.
O aneurisma da aorta abdominal é assintomático e pode ser fatal em 90% dos casos
Os mais conhecidos são os aneurismas cerebrais e a maioria das pessoas não sabem que que existe o aneurismas de aorta abdominal e muito menos seus sintomas.
São dilatações dessa importante artéria, que é a aorta, na região do abdômen. A maioria dos especialistas considera como aneurismas as dilatações acima de três centímetros.
Segundo o angiologista e cirurgião vascular, no Hospital Sírio-Libanês, Mauro Figueiredo Carvalho de Andrade, "os aneurismas de aorta abdominal podem permanecer estáveis durante anos, mas alguns crescem rapidamente", explica.
Os fatores preponderantes, que mais influenciam no aparecimento e no crescimento dos aneurismas são, o envelhecimento, ser do sexo masculino (embora também possa afetar as mulheres) e o tabagismo. Também ter histórico familiar de aneurisma, principalmente parentesco de primeiro grau.
Estima-se que 2% a 5% da população do sexo masculino, com mais de 60 anos de idade, tenham essa dilatação, embora a maioria a desconheça.
Causas e sintomas
Os aneurismas são, em geral, assintomáticos, que não apresentam sintomas. Muitas vezes podem ser diagnosticados em exames de rotina, como o de ultrassom abdominal para avaliar rins, fígado ou próstata.
Mesmo sendo uma doença assintomática, o aneurisma da aorta abdominal pode apresentar alguns sinais, como sensação de pulsação abdominal. Segundo o dr. Mauro de Andrade, "os aneurismas estão associados à aterosclerose, que é caracterizada pela presença de placas de gordura e calcificação nas artérias, e não têm relação com o aneurisma cerebral".
Quando um aneurisma se expande rapidamente, está prestes a romper ou já rompeu, alguns sintomas podem aparecer de maneira brusca, como dor forte ou persistente no abdômen ou nas costas; náuseas e vômitos; frequência cardíaca acelerada; queda de pressão e choque hemorrágico, quando ocorre grande perda de sangue.
Ainda de acordo com o especialista do Hospital Sírio-Libanês, "quanto maior o aneurisma, maiores as chances de ruptura. Aneurismas de 6 cm de diâmetro, por exemplo, têm um risco de cerca de 10% de se romperem no prazo de um ano. A mortalidade, nesses casos, é muito alta, podendo chegar a 90%, mesmo com o tratamento adequado. Um grande número de pacientes nem chega a ter tempo de receber atendimento”, alerta o médico.
Como diagnosticar o aneurisma abdominal
O diagnóstico é realizado por meio de exame clínico pela palpação do abdômen, além de exames de imagem, como ultrassom, ressonância magnética e tomografia computadorizada.
Poucos países adotam políticas de rastreamento do aneurisma abdominal para os grupos de risco. No Brasil, a recomendação é para que homens fumantes, com idade entre 65 e 75 anos, realizem o rastreamento anual através do exame de ultrassom de abdômen. Em homens com 65 anos ou mais, caso a primeira ultrassonografia mostre a aorta abdominal com diâmetro inferior a 2,6 cm, não se recomenda o rastreamento anual. Nesses casos, os exames podem ser realizados a cada três anos.
Tratamento do aneurisma abdominal
Como sempre, o melhor tratamento é a prevenção. Portanto, para reduzir o risco de desenvolver aneurismas de aorta abdominal, é indicado manter uma dieta saudável; exercitar-se regularmente; evitar o tabaco e controlar o estresse. A prevenção inclui também o controle do colesterol, da pressão arterial e da glicemia.
Para quem possui um ou mais fatores de risco deve procurar um angiologista ou cirurgião vascular para uma avaliação mais aprofundada. “Em pacientes assintomáticos, aneurismas menores do que 5 cm são monitorados com ultrassonografia regular para acompanhar seu crescimento”, afirma Mauro Carvalho Andrade. “Nesse período, pode ser recomendado o uso de medicamentos, como estatinas e ácido acetilsalicílico, e controle rigoroso da pressão arterial”, acrescenta.
Pacientes com aneurismas com 5 cm ou mais de diâmetro que apresentem ou não dores; pacientes sintomáticos, que apresentam dor; ou aneurismas que cresceram mais do que 1 cm em menos de um ano precisam ser corrigidos. “A correção pode ser feita através de uma técnica convencional, com abertura da cavidade abdominal, ou de uma técnica menos invasiva chamada de cirurgia endovascular, na qual se utiliza uma prótese implantada por dentro do aneurisma”, explica o dr. Andrade. Nesse caso, o acesso é pelas artérias femorais localizadas na virilha. Segundo o especialista, as principais vantagens dessa técnica estão na diminuição do tempo de internação e na menor incidência de complicações nos primeiros 30 dias.
O Hospital Sírio-Libanês possui um Pronto Atendimento habilitado para atender pessoas em situações graves. Ao chegar, o paciente passa por uma rápida avaliação da equipe de enfermagem e em seguida é encaminhado para o atendimento de emergência. O hospital conta ainda com o Centro de Acompanhamento da Saúde e Check-Up, que atua com o objetivo de prevenir doenças e orientar os pacientes para uma melhor solução de eventuais problemas de saúde.
Independência dos Estados Unidos da América
Há 244 anos os Estados Unidos da América do Norte conquistariam sua independência. Esse movimento ocorreu na virada da década de 1770 para a 1780 e deflagrou uma guerra que, quando se encerrou, em 1783, selou a autonomia das Treze Colônias. A Declaração de Independência foi redigida e assinada em 04 de julho de 1776, portanto, quase dois séculos e meio. Um dos elementos que tiveram grande peso na aceleração da independência foi a Guerra dos Sete Anos (1756 -1763), ou seja, a guerra, travada na América do Norte, entre ingleses e franceses, pela posse de terras.
Essa Guerra dos Sete Anos, vencida pelos ingleses, com amplo apoio dos colonos que ali já residiam, foi determinante na anexação de terras, antes pertencentes aos franceses. Os colonos que já estavam no novo continente pensaram que poderiam beneficiar-se de tais terras, como despojo de guerra, mas a coroa inglesa tinha outros planos, que era de destinar essas terras aos novos colonos que viriam da Inglaterra para ocupá-las.
Além disso, outros fatores contribuíram para um crescente sentimento de revolta por parte dos colonos, como as restrições fiscais da coroa inglesa, conhecidas como Leis Proibitivas. Uma dessas leis, a "Lei do Selo", promulgada em 1765, foi imposta aos colonos, após a guerra contra os franceses, objetivando tirar a Inglaterra do prejuízo resultante dos gastos militares. O arrocho da Lei do Selo previa a impressão de um selo real em todos os produtos para que eles pudessem circular como mercadorias certificadas, gerando um dispendioso gasto para os produtores. Também, além da "Lei do Selo", houve as "Tarifas Townshend", de 1767, e eram um meio ilegítimo de os colonos pagarem a sua parte nos custos de recuperação das colônias e do próprio Império Britânico.
Outras dessas leis, chamadas de "Proibitivas", a do Imposto Sobre o Chá, foi o principal vetor para a revolta contra a Inglaterra. Em 1770, cinco pessoas que protestavam contra essa lei, na cidade de Boston, foram assassinadas pela guarda inglesa. Uma onda de boicotes às determinações da coroa inglesa sobreveio após esse fato. Em dezembro de 1773, alguns colonos disfarçaram-se de índios e entraram no Porto de Boston para jogar as sacas de chá da Companhia das Índias Ocidentais, rival do chá americano, ao mar. Essa afronta aos ingleses ficou conhecida como Festa do Chá de Boston, fato que deu origem a um dos mais sólidos movimentos políticos conservadores dos Estados Unidos.
O clima de insatisfação e revolta se espalhou e atingiu muitos dos colonos, inclusive alguns que antes não estavam a favor do choque com a coroa inglesa. Entre os líderes, os nomes de Thomas Jefferson; Samuel Adams; Richard Lee e Benjamin Franklin, que organizaram, na Filadélfia, em abril de 1775, o "Primeiro Congresso Continental", onde foi elaborada a 'Declaração de Direitos" sob inspiração iluminista francesa. Em 10 de abril de 1775, ocorreu o primeiro combate em Lexington entre tropas reais e milícias de colonos. Outros combates ocorreram em Concord e Bunker Hill.
No ano seguinte, em 04 de julho de 1776, houve o "Segundo Congresso Continental", em que foi redigida a "Declaração de Independência" redundando na criação do Exército Colonial, que enfrentou com mais propriedade o exército inglês. Nos anos que se seguiram, as batalhas vencidas pelos colonos americanos, sobretudo após a ajuda de espanhóis e franceses, acabaram por solidificar a autonomia dos EUA.










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