Literatura Brasil e Mundo

Graciliano Ramos e a sabedoria de uma vida seca do sertão

Há 85 anos. Escrito em 1938, Vidas Secas foi o quarto e o mais famoso romance escrito por Graciliano Ramos. 

Há pouco mais de um mês, uma data passou despercebida para a maioria dos brasileiros: os 70 anos da morte de Graciliano Ramos. Suas obras entram agora em domínio público e isso implica que estão liberadas para serem traduzidas, adaptadas, veiculadas, distribuídas, publicadas, reproduzidas sem necessidade de autorização. Isso acontece porque cada país determina a partir de quanto tempo uma obra entra no domínio público, ou seja, perde sua proteção de direitos autorais. No caso de Brasil e vários outros países, 70 anos após a morte do autor. 

Para celebrar a ocasião, o jornalista Julian Fuks escreveu um perfil que escreveu há muitos anos, para a então revista Entre Livros, e que talvez possa servir como pequena introdução à vida e à obra desse grande romancista brasileiro.

Com os olhos a se perderem na planície avermelhada, medindo o peso dos pés para que não revoltassem a poeira seca das ruas, José Lins do Rego atravessava Palmeira dos Índios, no interior das Alagoas. Seu rumo era um tanto incerto, carente de alguma razão: era a busca pelo "homem que mais sabe mitologia em todo o sertão", como anunciavam as palavras do povo, reforçadas pelas de um certo oficial.

 Um tal Graciliano, dissera o homem de Mata Grande, alegando se tratar de "um sabidão". José Lins, então fiscal de tributos, não tinha muito a tratar com ele: só o que queria era ouvi-lo desancar sobre as mazelas da vida agreste, ou discorrer sobre as belezas da literatura universal.

Foi dar com um sujeito de trajes impecáveis, a faixa escura do chapéu branco de tom idêntico ao do terno. Graciliano Ramos, alguém aludiu. Entre chapeleta e paletó, dois olhos desconfiados encimavam um sorriso fino e amargo, talvez malicioso. Feitas as apresentações, iniciada ali a grande amizade que ainda viriam a constituir, era a hora de testar tantos boatos. Certeiros. O homem lhe falou de uns artigos de sua autoria, e com tanta discrição e sobriedade, e falou de Balzac, de Zola, de Flaubert, e com tanta precisão, que não restaram dúvidas: só podia ser o mais sábio do sertão. Como adquirira aquele conhecimento todo? Graciliano acendeu o cigarro, recostou-se na parede indiferente à cal que lhe marcaria os ombros, e atendeu ao pedido de José Lins: contou a ordinária história que vivera até ali.

Infância

Nascera em 27 de outubro de 1892, no pequeno vilarejo alagoano de Quebrangulo, primeiro de 16 filhos de Sebastião e Maria Amélia, sujeitos que "se conservavam grandes, temerosos, incógnitos". O progresso da família se limitava ao aporte numérico de membros: no íntimo, era microcosmo perfeito dos maus costumes do paternalismo provinciano.

Dos primeiros anos, nenhuma lembrança era mais eloquente que a dos "bolos, chicotadas, cocorotes, puxões de orelha". Mudara-se para Buíque, depois para Viçosa, e a paisagem sempre árida aos poucos lhe revelava uma humanidade feita de "indivíduos que o atormentavam e indivíduos que não o atormentavam". Ainda mais gradualmente, ia notando, sem muito compreender, as diferenças entre "os que se sentavam nas redes e os que se acocoravam no alpendre". "O juízo dos homens era esquisito. Bem esquisito."

Curtos prelúdios de trégua, "doces parênteses", aconteciam quando o pai baixava a voz e o chicote e lhe contava histórias. Por vezes a mãe fazia o mesmo, empunhava um livro, ou o vaqueiro José Baía se perdia em alguns causos. Grace, como era chamado nessas ocasiões, apurava os ouvidos e se concentrava em "adivinhar o mistério dos códigos" e "perceber o valor enorme das palavras".

Mas que o senhor José Lins não pensasse que a transição para o mundo da leitura autônoma havia sido natural, fácil como para qualquer criança atenta. Não, o menino, além de acometido por infinitas tristezas, sempre foi rude, "meio parvo", "vocabulário mesquinho, entendimento escasso". Do instante em que o pai tentou "meter-lhe o alfabeto na cabeça", perdeu a paciência e bateu nele pela incapacidade de aprender, até o momento em que, sozinho, conseguiu juntar uma e outra palavra em leitura compreensível, transcorreram mais de três anos, de modo que foi só aos nove que se viu capaz de desvendar a palavra escrita.

Não custou a tomar gosto pelos livros, ainda assim. Na biblioteca do tabelião Jerônimo Barreto, pegando emprestado um livro por vez, Graciliano conhecia José de Alencar, Eça de Queirós, Machado de Assis, logo os franceses e os russos e, ali, no subir e descer pela Ladeira da Matriz, por fim "desembestava para a literatura".

À noite, olhando as estrelas com a prima Emília e ouvindo explicações de astronomia, juntaria pela primeira vez a vida que o circundava, as histórias que o embalavam e as leituras que fazia, para concluir com um prenúncio de astúcia: "Os astrônomos eram formidáveis. Eu, pobre de mim, não desvendaria os segredos do céu. Preso à terra, sensibilizar-me-ia com histórias tristes, em que há homens perseguidos, mulheres e crianças abandonadas, escuridão e animais ferozes."

Um eloquente prefeito

As palavras que Graciliano disse a José Lins do Rego naquela tarde ensolarada jamais foram registradas senão por um relato apressado do visitante. Só 18 anos depois, em 1945, é que viria a público o livro de memórias Infância, que descrevia esses primórdios de um escritor em formação. Nesse ínterim, o homem sábio do sertão faria jus à expectativa do outro e escreveria os romances Caetés, São Bernardo, Angústia, Vidas Secas.

Face a tais feitos, a crítica da época e também as gerações seguintes não relutariam em incluí-lo no cânone da literatura brasileira, referência pela agudeza de suas frases, pela rica acurácia de seus personagens, pelo poder de síntese de seus enredos. Mas talvez não convenha apressar esta história.

José Lins não se atreveu a perguntar, mas já nesse instante poderia ter descoberto a existência de três contos rabiscados havia tempos, deixados de lado por insatisfação do autor. Cada um desses textos primitivos de Graciliano, que jamais alcançariam os olhos de qualquer distante leitor, prefigurava um dos personagens que viria a ser protagonista de um romance ulterior. O primeiro, "um tipo vermelho, cabeludo, violento, de mãos duras, sujas de terra como raízes, habituadas a esbofetear caboclos na lavoura": o truculento Paulo Honório, proprietário da fazenda São Bernardo. O segundo, neurótico como o outro e ainda mais propenso do que ele a cometer o crime que libertaria suas entranhas tomadas de doentia paixão: Luís da Silva, narrador que verteria em palavras toda sua irremediável Angústia. O terceiro, não de todo abandonado, o empregado João Valério, que, às voltas com seu caso amoroso com a mulher do patrão, teimaria em escrever um livro sobre os índios Caetés.

Nas horas vagas da madrugada, quando já fechada a loja de tecidos de que Graciliano cuidava — para dar sustento parco aos quatro filhos, que um dia viriam a ser oito — era esse último livro que o escritor se dedicava a redigir. Com método alinhava cachaça, fumo, café, dicionário, tão importantes quanto a caneta-tinteiro e a resma de papel, e montava o corpo todo sobre a palavra para não a deixar escapar. Se escapasse, acessava logo a régua sempre ao alcance da mão, desenhava um traço na extremidade superior das letras, outro na inferior, e preenchia de tinta a lacuna até que não mais se lesse a palavra indesejada, a frase ou o parágrafo. Toda uma arte de cortar, que Graciliano aprenderia a sofisticar, com gosto e rigor, nos anos por vir.

Antes de ouvir qualquer uma dessas aptidões e malícias, José Lins se refez do relato e se fez capaz de recobrar o rumo desviado. Tinha de voltar a Maceió naquele entardecer, o resto da história que ficasse para outro dia. Não esteve para acompanhar, então, o princípio da carreira literária daquele sujeito eloquente, uma história que começava nas artimanhas que o levaram, naquele mesmo ano, ao cargo de prefeito da pequena vila. Um governante enérgico, incansável, caricatural em sua vontade de romper o poder das oligarquias, mas especial, sobretudo, pela riqueza estilística dos relatórios que redigia, remetidos a cada fim de ano ao governador, que os lia com deleite. O primeiro, de tão fluido e isento de burocracia, não demorou a trocar as páginas do Diário Oficial pela de outros diários, de outros estados, num ato prematuro de transcendência.

O segundo lhe rendeu mais dois valorosos frutos: um emprego na Imprensa Oficial do Estado, na capital, onde poderia estabelecer contato com a proeminente intelectualidade alagoana; e uma carta de Augusto Frederico Schmidt, dono da editora Schmidt, interessado em receber os originais de algum romance que o tal prefeito Ramos estivesse escrevendo, caso existisse. Existia. Agora já fazia cinco anos que vinha elaborando Caetés, ajustando pronomes e vírgulas, eliminando adjetivos e idiossincrasias, de modo que podia se prezar, modestamente, de ter algo para mostrar — não fosse a carta de Schmidt, nada impediria pensar num escritor que perdesse a vida inteira nos ajustes finais de uma mesma, eterna, história. A publicação levou anos para alcançar as livrarias, tempo bastante para que Graciliano se arrependesse das bobagens que escrevera e se esforçasse em voltar atrás. Inútil. Tranquilizou-se, sem o confessar, com a primeira resenha, do amigo Aurélio Buarque de Holanda: "Graciliano escreve como quem passa telegrama, pagando caro por palavra. Seu livro é excelentemente construído: nele nada se perde e nada falta.”.

A angústia da prisão

Quando já nenhuma pegada de José Lins se imprimia na poeira seca, quatro anos mais tarde, era Graciliano quem deixava os olhos se perderem na planície avermelhada, de retorno à cidade que antes habitara. Desta vez, distante dos filhos e da segunda esposa, engolia o próprio ateísmo e se refugiava na sacristia da Igreja para dar à luz um mais definitivo, assoberbado, Paulo Honório, filho seu e de um coronelismo rural que perdurava naquelas terras.

Dele, além de emblema da iniquidade agreste e mimese da elite conservadora, queria fazer o narrador de um novo tipo de romance: o realismo de quem escreve como fala. A custo de uma esmerada recriação linguística em busca de simplicidade sintática, com obstinação foi traduzindo sua história do português ao brasileiro, do erudito ao sertanejo, até dar por terminada a narrativa de São Bernardo.

Novo apreço da crítica o esperava, e com renovada força ele partia em nova empreitada. Agora, em 1935, vagando pelas ruas entre os bares de Maceió, visitando seus extremos na condição de chefe da Instrução Pública do Estado, voltou a entrever, naquelas paragens, Luís da Silva e logo Marina e logo a cara gorda e fornida, como um espectro, do odioso Julião Tavares.

Montava-se o triângulo nada equilátero que constituiria sua história mais vertiginosa, mais mórbida, tão fantasmagórica quanto isenta de irrealismo: Angústia. Uma "realidade fantasmal" — para usar a expressão de Antonio Candido — que refletia a atmosfera lúgubre e nociva que, naquele ano, tomava os ares de Maceió prenunciando a escuridão que a muitos arrebatariam, inclusive Graciliano.

Numa manhã de março do ano seguinte (1936), dando ouvidos aos avisos amigos de terceiros, não pensou em escapar: acordou cedo e se pôs a empilhar camisas, um pijama, algumas cuecas, todos dentro de uma pequena mala. Aguardou com paciência, longas horas, sem descuidar o terno impoluto ou afrouxar o nó da gravata, o dia todo até as sete da noite, quando finalmente pôde desafogar: "Que demora, tenente! Desde meio-dia estou à sua espera". O homem se espantou com a postura tão improvável, acostumado como estava às revoltas dos demais comunistas que caçava. Nada havia contra Graciliano, nada que o denunciasse partícipe de qualquer insurreição, nenhum processo, nenhuma acusação. Ele, sem pesar, se resignava: "Não me repugna a ideia de fuzilar um proprietário. É razoável que a propriedade me castigue as intenções". Anos mais tarde, com igual simplicidade, não relutaria em atender a convocação de Luís Carlos Prestes e tornar-se membro do Partido Comunista Brasileiro, passando a militar sem pudor com a arma de sua tinta.

Submetia-se ao avesso das tréguas de infância, passando a amargar um parêntese de 10 meses e 10 dias engaiolado numa Casa de Detenção. O parêntese dentro do parêntese, mais amargo do que qualquer outro em sua vida, foram os 11 longos dias em que teve de habitar as celas lastimosas, os corredores deploráveis, obscenamente sombrios, da Colônia Correcional de Dois Rios, em Ilha Grande.

Enclausurado, não assistia ao embranquecer dos próprios cabelos, aos sulcos que aos poucos talhavam sua pele, às profundezas que surgiam abaixo de seus olhos. Sobre si e sobre os companheiros de cela, mais tarde, escreveria: "A educação desaparecera completamente, sumiam-se os últimos resquícios de compostura, e os infelizes procediam como selvagens. Na verdade, eram selvagens". Palavras que ainda demoraria a derrubar sobre o papel, concatenando a outras durante seis anos, jamais chegando a ver o volume impresso de suas Memórias do Cárcere, lançadas postumamente.

O mundo coberto de penas

Quando por fim foi posto em liberdade, entregue a um mundo de encarnada hostilidade, se refugiou na casa do sujeito que, certa feita, num tempo quase imemorial, surgira para conhecê-lo em Palmeira dos Índios.

Agora, José Lins não mais carecia de novas narrativas: ele, Jorge Amado, Rubem Braga, Manuel Bandeira, todos se haviam dado por satisfeitos com a aparição do inesquecível Angústia, que havia pouco viera a público — por desgraça, sem que Graciliano tivesse chance de exercer seu ritual de supressão de "repetições e desconchavos".

O país se regozijava com a argúcia precisa e crítica do homem sábio do sertão e lhe dedicava prêmios, revistas inteiras, artigos infindos, preparando-se também para receber com atenção, anos mais tarde, Infância, Memórias do Cárcere, um e outro livro de contos, de crônicas, de relatos.

Não se preparava, no entanto, para o derradeiro golpe certeiro do homem cujos pulmões teimavam em se encher de fumaça e começavam a cultivar o câncer que o derrubaria em 1953. Mas o ano era 1938 e Graciliano, consagrado e empobrecido, tinha de vender um conto aqui, outro ali, para pagar o aluguel do seu ínfimo quarto de pensão, para completar o ainda parco sustento da mulher e dos oito filhos. Este é um "mundo coberto de penas", pensava, enquanto via emergir dos papéis enfileirados uma cachorra mambembe e adoentada, o sertanejo Fabiano estapeando contra o chão as alpargatas destroçadas para provar que "sim, é um homem", sinha Vitória a sonhar com um leito menos áspero, um e outro menino, inominados, a correr pela terra árida na tentativa vã de fugir da tristeza esparsa.

"O que me interessa é o homem, o homem daquela região aspérrima. Procurei auscultar a alma do ser rude e quase primitivo que mora na zona mais recuada do sertão, observar a reação desse espírito bronco ante o mundo exterior, isto é, a hostilidade do meio físico e a injustiça humana", diria ao editor, enquanto discutiam as possibilidades de título. "Vida seca", alguém sugeriria, talvez observando os talhos lavrados na pele do próprio autor. Não, melhor: Vidas Secas. 

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Quais são os 15 autores brasileiros que mais aparecem na prova de Linguagens do Enem?

Apresentamos abaixo os escritores que já estiveram presentes várias vezes, em ordem crescente de participações.

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Cecília Meireles é uma autora modernista da 2ª fase que possui influências do Simbolismo do Romantismo. Não vê problemas em usar estruturas tradicionais, como os sonetos, por exemplo. 

Seus textos possuem ritmo e falam sobre amor e morte. No Enem, já apareceu seu poema “Cântico VI”, onde a autora retrata o medo da morte e a eternidade.

Obs: A 2ª fase do Modernismo (1922) é a Regionalista, que apresenta narrativas voltadas para as regiões brasileiras. Exemplos de outros autores da 2ª fase são: Raquel de Queiroz e Simões Lopes Neto (Contos Gauchescos).

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Clarice Lispector nasceu na Ucrânia e veio para o Brasil nos primeiros anos de vida. Suas frases são bastante repercutidas e suas obras possuem uma profundidade peculiar. Autora modernista da 3ª fase, seus textos possuem uma carga de reflexão e sensação muito grande.

A cada nova leitura, você pode perceber novas referências que estimulam cada vez mais a sua interpretação. No Enem, já apareceu com a obra “Laços de Família”. Outro conteúdo interessante é ler “A Hora da Estrela".

ObsA 3ª fase do Modernismo (1922) é a Existencial, que apresenta fluxo de consciência começa a ganhar muita importância. Exemplos de outros autores da 3ª fase são: João Guimarães Rosa (Grande Sertões Veredas).

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 G r a c i l i a n o   R a m o s (no mínimo 3 vezes)

Autor da importante obra "Vidas Secas, Graciliano Ramos foi um modernista da 2ª fase que retratou a vida dura e sofrida dos sertanejos. Em suas narrativas, você pode encontrar alguns traços do modo de falar mais simples, caracterizado por parte das pessoas que vivem na região.

É possível perceber, também, de forma leve, a crítica e a dificuldade de se residir principalmente no Nordeste (2ª fase Regionalista). Exemplos de outros autores da 2ª fase são: Jorge AmadoMurilo MendesCarlos Drummond de Andrade; Cecília Meireles. 

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Mário de Andrade foi um dos precursores no modernismo, assim como Oswald de Andrade. Também não o agradava fazer poesias de forma parnasianas. Por isso, suas obras são marcadas por uma linguagem livre, de forma coloquial. Alguns textos bastante conhecidos seus são: “Amar, verbo intransitivo” e “Macunaíma”.

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M o n t e i r o  L o b a t o (no mínimo 3 vezes)

Muito conhecido por suas obras infantis, Monteiro Lobato é um pré-modernista que  possui muitas chances de cair no Enem. Sua escrita, apesar de trazer o leitor para a realidade, o faz pensar, imaginar e visualizar constantemente o que se passa.

No exame, já caiu o conto “Negrinha. A partir desse texto, nota-se a crítica e ironia em que o autor abordava o tema escravidão.

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G u i m a r ã e s  R o s a  -  (no mínimo 3 vezes)

Guimarães Rosa também era um modernista da 3ª fase. É muito famoso por sua característica regionalista e por usar uma linguagem coloquial. Suas principais obras são: Sagarana; Grande Sertão Veredas; Manuelzão e Miguilin (um de seus textos abordados pelo Enem); Tutameia – Terceiras Estórias. Costumava escrever principalmente sobre o sertão. 

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J o ã o  C a b r a l  d e  M e l o  N e t o  (no mínimo 3 vezes)

Como dá para se perceber, o Enem parece mesmo adorar os modernistas. João Cabral de Melo Neto é mais um modernista de 3ª fase. Seus poemas possuíam muitas de suas vivências, reflexões sociais e sensações. Ele escrevia de forma mais racional.

Sua principais obras são: O Engenheiro (1945); O Cão sem Plumas (1950); Morte e Vida Severina (1955), considerada a mais popular, já apareceu no Enem; Tecendo a Manhã (1999).

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L u í s  F e r n a n d o  V e r í s s i mo (no mínimo 3 vezes)
Luís Fernando Veríssimo é famoso por suas crônicas bem-humoradas e descontraídas. No Enem, já apareceu um texto seu chamado “Aí, galera”, por exemplo.
O autor faz parte da literatura contemporânea e opta por uma linguagem mais simples, em que sua inteligência era visível. Quando escreve sobre temas sociais e políticos, acaba recorrendo ao uso da ironia e não perde a classe.
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Oswald de Andrade foi um dos responsáveis por fundar o movimento modernista no Brasil. Sua linguagem era mais solta e oral, pois não agradava o autor ter que seguir um certo tom mais formal, como nos poemas anteriores.

Gostava muito de arte moderna e apresentou essa nova escola literária com seus parceiros na Semana de Arte Moderna de 22. Seu primeiro poema modernista se chama “Pau-Brasil”.

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Ferreira Gullar foi um poeta brasileiro muito forte pelo posicionamento político. Em seus poemas, ele ressalta a importância da luta contra a opressão social. Além disso, é famoso por sua metalinguagem e o uso de palavras simples. Fazia parte do neoconcretismo.

Durante o regime militar brasileiro, sofreu exílio e produziu muitos textos. Um exemplo de poema que caiu no Enem foi o “Bicho urbano”. 

Ainda durante o exílio, um dos poemas escritos por Ferreira Gullar que ficaram mais famosos foi o "Poema Sujo". 

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Aluísio Azevedo é o grande nome do naturalismo brasileiro. O autor apresenta críticas fortes e pode acabar te chocando. Se você já leu “O Cortiço”, sabe muito bem disso.

O autor criticava a moral da sociedade brasileira e os nossos costumes. Alguns de seus temas recorrentes era a crítica à escravidão, preconceito racial e às formas de exploração. Outra obra de muito destaque sua é O Mulato”.

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Escritor muito famoso por suas crônicas. Um de texto recente seu, que apareceu na prova foi “Às duas horas de domingo”.
Rubem Braga foi um cronista que deu vida aos seus textos, indo mais fundo que apenas em referências históricas. Tinha o costume de se expressar como um sujeito sozinho, de pouco e bons amigos.
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Manuel Bandeira é outro modernista brasileiro muito importante para a Literatura nacional. Foi professor de Literatura, então dominava muito a técnica da escrita – gostava muito de ser direto.
Um exemplo de poema associado à linguagem foi uma questão que abordou seu texto “Pra mim brincar”. Sofreu, durante muitos anos, com a tuberculose e transpareceu o medo de perder a vida em seus poemas.
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Machado de Assis é um dos nossos escritores de maior prestígio. Ele fez parte do realismo romantismo. Já aconteceu de cair perguntas no Enem sobre a obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.
Outro livro legal e importantíssimo de conhecer é “Dom Casmurro”, pois levanta uma boa discussão e conta muito com a interpretação do leitor.
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Sabe aquela frase “No meio do caminho tinha uma pedra”? Então, é dele mesmo. Drummond, um dos grandes modernistas brasileiros, é o autor mais citado pela prova.
O “Poema de Sete Faces” e “A Dança e a Alma já marcaram presença no exame. Uma de suas principais característica era seu pessimismo e ironia diante dos acontecimentos da vida.

Dicas para o Enem

A prova poderá pedir para você relacionar algum acontecimento e também questionar por que o escritor usou determinado recurso – “o que ele queria dizer? - deverá ser o questionamento
O ideal é conhecer pelo menos a principal obra dos autores citados, isso porque o Enem pode abordar desde a linguagem até o contexto em que determinado texto foi produzido. Os principais poemas e textos já dão uma ideia do estilo de cada um.
O importante é dominar as fases literárias e entender quem participa de cada movimento, com foco sempre no autor.

Fique esperto e faça o cerco!

Esses autores também já apareceram nas edições do Enem

Conheça outros autores brasileiros - (Clique Aqui)


Duas obras de Machado de Assis para você baixar - (Clique sobre as imagens e faça os downloads)



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V í d e o s


João Ubaldo Ribeiro

Assista (abaixo) a estes dois vídeos: "Paulo Freire Contemporâneo Parte 1 e Parte 2"



 
               Paulo Freire Contemporâneo - Parte 1                   Paulo Freire Contemporâneo - Parte 2




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